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Dieta do Dr. Atkins Confira o ponto de vista de quem defende - e sugere! - o programa
de emagrecimento que ainda gera bastante controvérsia
por Ana Lúcia Neiva
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| Além de proteínas e gorduras, o cardápio libera carboidratos simples desde que acompanhados de vegetais |
O cardiologista José Renato das Neves, de São Paulo (SP), elegeu o polêmico método criado em 1972 pelo doutor Robert C. Atkins (que foi e continua sendo criticado) para recomendá-lo a seus pacientes. "A proposta é uma forma de se alimentar corretamente
para sempre", justifica Neves.
Por que indica essa dieta?
Primeiro, por existirem mais de 40
estudos científicos que atestam sua
eficiência. Depois, quando a obesidade
é abordada de forma agressiva, como
faz a Dieta do Dr. Atkins, a hipertensão,
o triglicéride e o diabetes se estabilizam.
Trabalhos recentes mostram, ainda,
que o programa reduz o mau colesterol
e aumenta o bom. Quer dizer, foram
derrubados vários mitos que suscitavam
inseguranças sobre o regime.
Como então entender tantas
críticas ao programa?
No começo, o método permitia que se
comesse gordura à vontade, o que o levou
a ser malvisto. Mas o conceito foi revisto e
atualizado. Hoje em dia, o consumo da
gordura trans - encontrada em vários
alimentos industrializados como
margarinas, biscoitos e bolos - está
proibido. Os outros tipos (mono, poli e
saturada) devem ser ingeridos diariamente
com liberdade vigiada - o importante é
que cada um deles correspondam a
1/3 do total de gorduras consumidas.
A proposta realmente enxuga
as formas rapidamente?
Sim. A perda de peso inicial é muito maior
que a do cardápio tradicional, em que se
tem de contar calorias. Isso porque há
uma queima maior de gordura.
O cardápio serve para todos?
A princípio, sim, mas o ideal é ter
acompanhamento médico. Por exemplo,
o hipertenso deve diminuir o sal do
menu. Com a redução de peso, porém,
a tendência é o organismo se estabilizar.
Quanto a abolir o carboidrato
simples? Isso é definitivo?
Não. O menu contra-indica o consumo
de carboidratos simples, como arroz
branco e açúcar refinado, e orienta
para a ingestão de macarrão, pão e
arroz integrais. Mas pode-se combinar
um carboidrato simples com alimentos
ricos em fibras para que o conjunto
funcione como um carboidrato
completo. Por exemplo: 1 xíc. (chá)
de arroz branco deve ser consumida
com salada de folhas ou brócolis de
forma que o organismo não absorva
o alimento tão rapidamente. O ideal
é optar, contudo, pelos carboidratos
complexos gradativamente. Dessa
maneira se evita reações adversas, como
dor de cabeça, fraqueza, sonolência,
dificuldade de concentração...
Na fase de indução, que dura
14 dias, o consumo de
carboidratos fica reduzido a
20 g diárias. Não é pouco?
Isso mudou. Hoje pode-se ingerir 40 g
por dia, o que representa 2 fatias de pão
integral no café da manhã, 1 xíc. (chá)
de arroz integral no almoço e outra no
jantar. Em seguida essa quantia vai
aumentando sem que a pessoa ganhe
peso e, geralmente, estabiliza abaixo
de 60 g diárias. Acredite: é suficiente.
É aconselhável exercitar-se nesse período?
Deve-se fazer atividade física o tempo todo. Na fase de indução, em que
a entrada de carboidratos é muito menor, quanto mais a pessoa suar a camisa
com exercícios, mais queimará gordura. Assim, minimiza-se os possíveis
efeitos colaterais, como moleza e irritabilidade. Sem falar que a malhação
libera endorfina e adrenalina, deixando o paciente com novo pique e ânimo
para seguir o programa de emagrecimento.
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