Celulite tem cura ou não? Pode-se diminuir esse mal, mas não eliminá-lo. Vale ouvir a palavra de um especialista e apagar, assim, as vãs esperanças em massagens ou aparelhos milagrosos...
É verdade que os lipossomas combatem a celulite?
Para responder a esta questão é importante definir os lipossomas: são pequenas esferas, geralmente de composição fosfolipídica, empregadas para incorporação ao organismo de substâncias solúveis em água ou em óleo. Como possuem a característica de incorporar ativos de diferentes naturezas, sua utilização em produtos cosméticos/dermatológicos tem aumentado cada vez mais. Assim, os lipossomas podem ser proveitosos no combate à celulite se a eles estiverem agregadas substâncias que ajudem a diminuir a quantidade de gordura, ou ativos que melhorem a microcirculação e os edemas que, em geral, a pele com celulite apresenta.
Quais são estas substâncias?
Uma delas é a cafeína, que traz resultados clínicos interessantes. Temos observado que ela provoca achatamento da hipoderme, (camada da pele onde estão as células de gordura), contribuindo para atenuar a celulite. Quando ela está acoplada aos lipossomas, o efeito é maximizado.
Como isso acontece?
As membranas celulares do corpo humano são compostas basicamente por lipídios, assim como os lipossomas. Portanto, eles conseguem se difundir pelas membranas ficando, primeiro, depositados na superfície e sendo liberados progressivamente até atingir as camadas profundas da pele, mais acometidas pela celulite. Assim, eles atacam esse mal.
É possível aplicar fórmulas com lipossomas em casa ou é necessário um profissional que faça isso?
Não há restrições quanto ao fato
de ser aplicado pela própria pessoa, desde que não seja em excesso.
Para obtenção de resultados mais interessantes, o correto é consultar um dermatologista ou um fisioterapeuta, que podem utilizar
os lipossomas associados a alguns aparelhos, como o ultra-som, por exemplo. Isso leva à intensificação dos efeitos, melhorando ainda
mais o aspecto da pele.
Como as vitaminas combatem o envelhecimento da pele?
E quanto à automedicação?
As vitaminas têm sido utilizadas tanto por via cutânea (aplicadas na pele) quanto por via oral. Não há comprovação científica de que a emprego de cápsulas de vitaminas diminua o envelhecimento da pele.
A maioria destas vitaminas apresenta ação antioxidante, é verdade. E, como uma das causas do envelhecimento da pele é o aumento da quantidade de radicais livres, pode ser que funcione. Por via tópica, as vitaminas têm sido usadas tanto como antioxidantes, caso das vitaminas A e E (supõe-se que diminuindo o número de radicais livres, retarda-se
o envelhecimento da pele) quanto como estimulantes da renovação celular (a vitamina A pode estimular isso). O ideal é que, para a ingestão de vitaminas, a pessoa sempre ouça um médico, evitando problemas.
Um exemplo: derivados de vitamina A, devem ser usados com cautela
e associados à filtros solares, para
não haver o risco de aparecimento de manchas.
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