Lembram-se de minha amiga Beatriz, aquela cujo filho Paulo Renato é
um adolescente louco por bolachas de chocolate? Duas colunas atrás, falei
sobre ela: "mãe zelosa, ela não deixa de encher o carrinho de compras
com todas as novidades na área... altamente calóricas". O problema é que
Paulo Renato é um adolescente obeso! Pois bem: as mães enviaram perguntas
para solucionar o dilema. Muitas, claro, se viram retratadas e tentaram
várias desculpas para reduzir a culpa. Uma, bastante criativa, escreveu
que "comprando as bolachas ela impede que ele assalte a despensa e coma
(escondido) ainda mais". Fala sério! Outras perguntam como reduzir calorias
de alimentos que são uma bomba em qualquer dieta. Um exemplo: a batata
frita. Cortar ou não da dieta esse campeão de audiência parece estar na
raiz dos problemas de dez entre dez pessoas. Mais uma pergunta que não
quer calar:
adoçante. Alguns nutricionistas são contra o uso de adoçantes por crianças.
Há mães, acreditem, que adoçam achocolatados - já doces - com adoçante!
Outras, fazem brigadeiros com o 'dito-cujo'! Isso me lembra sempre aquela
frase: "Me engana que eu gosto". Agora, vou dar explicações práticas para
evitar a camisa-de-força no controle alimentar.
Batatas fritas. Todos nós precisamos de uma fonte de carboidratos. O
que não vale é oferecer um prato lotado, quatro dias por semana. Vou dar
a receita: batata frita no microondas. É fácil: basta colocá-las em fatias
finas sobre o próprio prato do microondas por seis minutos, em potência
alta, virando de vez em quando. Só assim você já reduziu um bocado as
calorias.
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Saiba como controlar a dieta das crianças para que eles não
comam escondido...
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Polêmica no ar, sempre
Adoçante dietético. A polêmica é intensa. Para dar uma opinião isenta,
melhor apresentar para vocês o que dizem os pesquisadores da fundação
do Dr. Ben Feingold, que foi um eminente pediatra e alergista norteamericano.
Para eles, substâncias como sorbitol, mannitol, e xylitol, são aceitáveis,
mas você não pode abusar. A razão: quando o nome de um 'açúcar' termina
por 'ol', significa que ele é derivado do álcool. Muito, tem efeito laxativo.
A evitar: sacarina e ciclamato. Jamais usar: neotame e alitame. E, questionáveis:
sucralose, acessulfame-k e d-tagatose. Ah! Falei adoçante dietético porque
nem todos têm zero calorias: a frutose e o aspartame têm 4 Kcal/g, e o
sorbitol tem 2,4 Kcal/g - eles são chamados de adoçantes nutritivos. (A
ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, faz essa distinção e
chama apenas de adoçantes produtos (como a sacarose, o açúcar da cana)
os que conferem sabor doce aos alimentos e bebidas. Já os dietéticos adoçam
sem sacarose e são elaborados para atender à restrição de carboidratos
simples (diabéticos são seu principal público).
Chocolate de verdade, pode
O chocolate começa a ser acrescentado - com moderação, óbvio - aos mais
restritivos cardápios. Feito das sementes do cacau, ele contém substâncias
que agem no cérebro. O triptofano, por exemplo, acelera a produção de
serotonina, baixando a ansiedade. Além disso, consumir chocolate aumenta
também as endorfinas, opiáceo natural que diminui a sensibilidade à dor.
Nos EUA, Pesquisadores da Academia Nacional de Ciências, esclarecem: chocolate
contém flavanóides que melhoram a circulação sangüínea e reduzem a hipertensão.
Considere porém, que ao produzir o chocolate, acrescentam-se gorduras
e açúcares que cortam seus efeitos benéficos. Compre apenas os que têm
com altos teores de cacau para aproveitar as suas propriedades; ou aqueles
com redução de gordura e açúcar. Pode oferecer ao seu filho um pedacinho
por dia de um verdadeiro chocolate, com muito cacau. Sem tirar o chocolate,
você pode disciplinar a criança e dar o pedaço como recompensa por uma
refeição balanceada.
Lucilia Diniz é autora do livro
O Prazer de Viver Light, que ensina o método usado por
ela mesma para emagrecer 60 kg |
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