Dieta Já!
Edição 121 - Agosto/2006
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  Tristeza e problemas ...sabotam o regime
O sobrepeso e a obesidade são causados por diversos fatores: genéticos, biológicos, nutricionais e psicológicos. Veja como atuam esses últimos, segundo o psicólogo Marco Antonio de Tommaso

por Laïs de Castro

FOTO: SÍMBOLO IMAGENSOs fatores emocionais atuam no sobrepeso de dois modos: podem levar a pessoa a comer demais ou funcionar como autêntico obstáculo à perda de peso, um verdadeiro bloqueio à aderência a um programa de emagrecimento. Conheça aqueles que podem levar a engordar ou a impedir que a pessoa emagreça.

O que dizer sobre a compulsão alimentar?

A compulsão alimentar é o mal de pessoas que comem não por fome ou prazer, mas por ansiedade, apressadamente, comendo muito em pouco tempo, sentindo-se depois culpadas ou arrependidas. Muitas vezes estão numa dieta equilibrada, mas, de repente, começam a comer e não param mais, a não ser quando estão empanturradas, cansadas ou com mal estar. Aí se arrependem, ficam mais ansiosas e, pronto: é a história do final triste para mais uma dieta.

E sobre a depressão?

A depressão afeta o indivíduo como um todo. Pessoas que estão deprimidas apresentam, entre outros sintomas, alteração no comportamento alimentar para mais (ou para menos) que pode levá-las ao ganho de peso. Há queda da motivação para a dieta, autodepreciação, pessimismo. Quando esse mal estiver presente no candidato a emagrecimento, deve ser tratado prioritariamente. A ansiedade é o vilão número um dos regimes alimentares. Apresenta-se de diversas formas: pânico, fobia social, ansiedade generalizada, agorafobia, estresse pós- traumático, fobias específicas, etc. Pessoas tensas, excessivamente preocupadas, com pânico, medos diversos, podem encontrar no alimento um "lenitivo" para seus males, para um estado interno de desconforto indefinido.

O estresse engorda?

É comprovado cientificamente que o estresse tem influência sobre o peso corporal, seja pela elevação do cortisol circulante ou pelo aumento da quantidade de alimento ingerida, que passa a atuar inadequadamente como "mecanismo antiestresse".

Dificuldades sexuais, conjugais ou afetivas perturbam o emagrecimento?

É sempre importante verificar o que se esconde por trás da obesidade ou do excesso de peso. A gordura pode servir de "escudo" para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de "rebelião passiva" a situações conjugais conflitivas.

Problemas de relacionamento, como atrapalham?

Dificuldades de relacionamento familiar, social (timidez, instabilidade social, baixa assertividade e outros) podem levar a pessoa ao prato.

E a dificuldade de controlar os impulsos?

Pessoas impulsivas, que não conseguem trocar a gratificação imediata de um impulso pela gratificação a médio prazo (comer gratifica a curto prazo; emagrecer a médio), são mais vulneráveis a "sabotar" sua dieta. Se problemas psicológicos estão presentes (sejam eles causa ou efeito) dificultando ou inviabilizando a perda de peso deverão ser tratados conjuntamente. Na maioria, podem ser superados com abordagem psicológica. Podem atrapalhar sérios programas de emagrecimento e os mais sinceros propósitos de pessoas que "sabem o que fazer mas não conseguem fazer o que sabem que deveriam"...

 

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