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REPORTAGEM
Cirurgia bariátrica o resgate da saúde e do amor-próprio A obesidade mórbida afeta milhões de pessoas no mundo inteiro e cresce a cada dia. A operação, aliada a uma série de fatores como atividade física e comida saudável, pode ser a forma definitiva de cortar o mal pela raiz
POR RENATA MENEZES

Se você já tentou tudo para emagrecer e os ponteiros da balança não param de subir, é bom ficar alerta, pois a obesidade é uma doença crônica. Não estamos falando só por questões estéticas ou de convívio social. Lembramos as inúmeras complicações de saúde que ela desencadeia como, por exemplo, diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides altos, problemas cardiovasculares e respiratórios, dor nas articulações, varizes e por aí vai.... O pior é que, sem controle ou tratamento, dificilmente se emagrece e a enfermidade se transforma em mórbida - pessoas que têm, em média, acima de 40 quilos do peso ideal. "Há no Brasil cerca de dois milhões de obesos mórbidos. E este número, infelizmente, cresce a cada ano", alerta o cirurgião Luiz Vicente Berti, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, (SP). Para quem caiu neste estágio avançado, as dietas e a atividade física já não dão conta do recado. "São raras as pessoas que conseguem perder peso, porque há, inclusive, um hormônio, o grelina, produzido no estômago sob estímulo da chegada do alimento, que aumenta o apetite. Quer dizer, a comida vira compulsão", afirma o médico Arthur Garrido Jr., coordenador da unidade de Cirurgia da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas, (SP).
Luz no fim do túnel!
Uma das formas mais eficaz de emagrecimento definitivo em obesos mórbidos é a cirurgia bariátrica. Ela evoluiu muito e as técnicas estão cada vez mais eficientes. Mas nem todos que estão acima do peso podem encarar uma dessas. "Como toda operação envolve riscos, para se submeter ao procedimento é preciso apresentar obesidade estável há pelo menos cinco anos e ter Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Ou, ainda, estar com IMC maior que 35, porém, com outros agravantes que podem levar à morte, como diabetes, apnéia do sono, hipertensão, triglicérides alto, doença coronariana", esclarece Arthur Garrido.
Há situações em que o paciente tem indicação para a intervenção, mas antes tem de emagrecer ou estabilizar doenças. "Por tratar-se de uma cirurgia de grande porte, todo cuidado é pouco. Ela tem baixo risco letal, cerca de 0,3%, mas nada pode ser descartado", avisa ele.
| Cirurgia sem custo! |
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Saiba que é possível fazer esta operação no SUS (Sistema Único de Saúde). O problema é que há pouco espaço disponível nos hospitais para a cirurgia da obesidade. Das 20 mil feitas por ano, apenas 10% são realizadas no SUS. “O resultado são longas filas de espera”, informa o professor Arthur Garrido Jr. No Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, há uma espera de três a cinco anos. “Um ano antes da data prevista, chamamos o paciente e começamos um tratamento com a equipe multidisciplinar (cirurgião, nutricionista, psicólogo). Ele participa de grupos com outros obesos que também estão se preparando para o procedimento”, complementa.
ONDE FAZER
Há cerca de 50 centros públicos no Brasil que oferecem alguns tipos de cirurgia bariátrica. São Paulo tem vários centros operando. Confira:
● CURITIBA
HOSPITAL DAS CLÍNICAS (41) 360-1800
● RECIFE
HOSPITAL DAS CLÍNICAS (81) 3454-3633
● RIO DE JANEIRO
HOSPITAL DE IPANEMA (21) 2287-2322
● MINAS GERAIS
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (31) 3238-8100
● SÃO PAULO
HOSPITAL DAS CLÍNICAS (11) 3069-6000
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (11) 3226-7000
HOSPITAL DO MANDAQUI (11) 6976-2000
FACULDADE DE MEDICINA DO ABC (SANTO ANDRÉ) (11) 4993-5400
HOSPITAL SÃO PAULO (11) 5576 4522
HOSPITAL DA UNICAMP (CAMPINAS) (19) 3788-2121
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO (16) 602-1000 |
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