O sonho de ter um corpo enxuto, livre de gordura localizada, faz da lipoaspiração um dos procedimentos mais realizados no país, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. E, se além de enxugar a barriguinha saliente, os pneuzinhos e as coxas, você ainda sonhar com um bumbum maior, não tem problema. O mesmo idealizador da lipoaspiração – o francês Yves Gerard Illouz — criou a técnica da lipoescultura, em que a gordura removida pelas cânulas é reinjetada nas regiões onde há necessidade de volume, como por exemplo, em bumbuns pequenos e murchos, depressões de celulite ou entre o quadril e o culote. Tudo na mesma intervenção. Ambas as cirurgias seguem as mesmas regras.
Devido a abusos no uso dos procedimentos, o Conselho Regional de Medicina estabeleceu limites máximos para a quantidade de gordura retirada (veja box na pág. 56). Isso significa que as obesas e as gordinhas não devem fazer lipoescultura com o objetivo de emagrecer. “O indicado é que a paciente esteja apenas cerca de 15% acima do peso ideal. Quem estiver fora dessa faixa deve primeiro eliminar os quilos extras”, recomenda o cirurgião plástico Osvaldo Saldanha, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele alerta que a técnica melhora o aspecto de flacidez leve, mas não corrige casos em que haja sobra de pele. Estes devem ser submetidos a operações mais complexas.
Volume no lugar certo
Após emagrecer, dá para sonhar com formas mais perfeitas. Em princípio, seria possível remodelar qualquer parte do corpo com a gordura reaproveitada. “Houve uma época em que se realizava lipoescultura até para dar mais volume a canelas finas, mas essa região não responde bem à técnica”, explica o cirurgião plástico Charles Yamaguchi, de São Paulo. Segundo ele, os melhores resultados são observados no aumento do bumbum e para preencher depressões causadas por celulite em estágio avançado. “Em relação ao bumbum, pode-se dizer que seria como colocar uma prótese de silicone de 100 ml no local”, diz o especialista. E com uma grande vantagem: “A gordura é da própria paciente, portanto, não há risco de rejeição, nem de alergias”, complementa Yamaguchi.
| maior segurança |
| A remodelação do corpo por meio da lipoescultura requer alguns cuidados. É importante escolher um cirurgião plástico habilitado para fazê-la, ou seja, com experiência mínima de dois anos em cirurgia geral, residência médica reconhecida e título de especialista. Uma maneira de garantir isso é verificando se o profissional faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica por meio do site www.cirurgiaplastica.org.br |
Outro recurso é preencher possíveis depressões entre o quadril e o culote, criando um contorno harmonioso na área. Esse truque valoriza bastante a cintura, dando aquele aspecto de “corpoviolão” tão almejado pelas mulheres.
O procedimento, no entanto, não é milagroso. Cada organismo reage de uma maneira às novas formas. “Em alguns casos há absorção de 10%, 50% e até 80% da gordura injetada após 6 meses da cirurgia. Em outros, não há nenhuma. Na realidade, os resultados definitivos só serão observados após esse período”, esclarece o cirurgião Antônio Grasiozi, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica -Regional São Paulo.
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