Dieta Já!
Edição 132 - Janeiro/2007
EmagrecimentoBelezaSaúdeComportamento
Emagrecimento saúdavel e definitivo
Sumário da edição
Edições anteriores
 
Untitled Document
Todo o mês dietas
com o que você
sempre sonhou
em comer.
Eu adoro...
Escolha sua receita
Editorial
Cartas
Especialistas
Jornal leve
Chame o garçom
Mundo Saudável
Ver para crer
Espelho Meu
1, 2, 3... malhando
Calorias na balança
Tudo de bom
Onde econtrar
 
Fale Conosco
Assine já
Anuncie
 



  Gordura trans tire suas dúvidas
Que ela é prejudicial à saúde e deve ser eliminada do cardápio não é mais segredo. Agora, fique atento em como e por quais substâncias as indústrias alimentícias vêm substituindo seus produtos

POR FABIANA GONÇALVES

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS E DIVULGAÇÃOA manteiga, nos últimos anos, passou de mocinha a bandida, sendo trocada pela margarina, que até então era supersaudável. De 94 para cá, a margarina passou a ser investigada minuciosamente e chegou-se à conclusão de que a matéria- prima da danadinha, a gordura vegetal hidrogenada, é prejudicial à saúde. Isso porque ela esconde uma gordura criada artificialmente: a terrível trans. Presente em inúmeros produtos industrializados, ela é a responsável pela consistência, cremosidade e crocância de alimentos como biscoitos recheados, croissants, bolos e tortas, sorvetes, batata frita, sanduíches de lanchonetes, etc. Feita de óleos vegetais, ela não tem o temido colesterol dos produtos de origem animal, como a manteiga. No entanto, é mais nociva que a saturada (presente na gordura gordura animal e em menor quantidade em alguns alimentos de origem vegetal), pois tem maior facilidade para se depositar na parede das artérias e, conseqüentemente, criar as placas que podem levar à arteriosclerose.

De óleo para gordura

Para que você entenda melhor é bom saber que, para transformar óleos vegetais em gordura sólida, usa-se um processo químico chamado hidrogenação, que embute hidrogênio nas moléculas do óleo. Isso gera gordura trans que diminui o bom colesterol do sangue e aumenta o mau. E ainda – segundo uma pesquisa da Universidade de Wake Forest, nos Estados Unidos – produz a gordura visceral (abdômen) – aquela considerada muito perigosa para a saúde, que se instala entre os órgãos e fica alojada na barriga. “Entre os males associados à gordura abdominal estão o diabetes, a hipertensão, colesterol ruim e triglicérides altos – todos fatores de risco para as cardiopatias. Esse conjunto de elementos é denominado Síndrome Metabólica”, afirma a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb, de São Paulo.

Um estudo publicado recentementena revista científica New England Journal of Medicine constatou que consumir 5 g de gordura trans por dia pode aumentar em até 25% o risco cardíaco. Por isso, ela é motivo de ameaça para doenças como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto.

Novos ingredientes

Segundo as indústrias, os novos cremes vegetais passam por um processo chamado de interestificação e não contêm mais gordura trans. Outros produtos já são fabricados a partir de óleo de palma ou de girassol, ingredientes que não precisam ser hidrogenados para atingir o estado sólido e, portanto, são livres da perigosa substância.

Uma outra questão em pauta: a gordura saturada nestes óleos é de cerca de 50%. Só para se ter idéia, o óleo de coco, embora seja de origem vegetal, tem 95% de gordura saturada e o óleo de dendê, a metade, 50%.

“Esse lipídio também é produzido quando se frita algo em óleo vegetal. Logo, quanto mais ele é aquecido, mais saturado é. O fígado processa esta gordura e produz o perigoso colesterol”, alerta o nutrólogo Edson Credídio, da Abran - Associação Brasileira de Nutrologia.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>

 

Faça já sua busca
no site da revista Dieta Já!
 


 
       

Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.