Menstruação atrasada é preocupação na certa. No momento em que a hipótese da gravidez é descartada, uma investigação profunda deve ser instalada, para detectar o que está causando a amenorréia. Sim, porque menstruação regular é sinônimo de saúde. Existem dois tipos de amenorréia: a primária, que é a ausência de menstruação em meninas de 13, 14 anos que ainda não têm mamas e pêlos pubianos desenvolvidos; ou quando, apesar de já ter seios e pêlos, a primeira menstruação não acontece até os 16 anos. E a secundária, que é a suspensão do fluxo sangüíneo por um período maior do que três meses nas mulheres adultas.
No primeiro caso, de acordo com a ginecologista Ana Paula Junqueira Santiago, SP, “é preciso avaliar se existe algum problema genético, má formação dos órgãos reprodutivos, como, por exemplo, a vagina sem perfuração”. No segundo, as probabilidades de ter amenorréia se estendem: pelo uso de remédios, por doenças como ovários policísticos, etc. Sem contar, é lógico, as cirurgias para a retirada do útero e menopausa (além da gravidez). Importante para nós é que tanto uma como outra também acontecem pela falta ou excesso de peso. “No caso de descontrole do peso, para mais ou para menos, uma dieta equilibrada com todos os nutrientes necessários já é suficiente para normalizar a menstruação”, explica a ginecologista.
Fatores emocionais como estresse agudo, por exemplo, podem gerar o aparecimento do problema. Este distúrbio é comum, também, em atletas, pelo excesso de exercícios diários. Cerca de 20% das mulheres podem parar de menstruar por deficiência de estrogênio decorrente de atividade física intensa.
Elas ficam sujeitas a perda maior de cálcio nos ossos, que pode levar a uma osteoporose prematura e até a dificuldade de engravidar. As causas mais graves, sem dúvida, ficam por conta de tumores na hipófise e na supra-renal.
Quando o transtorno acontece por deficiência hormonal, a única saída é o tratamento à base de hormônios, segundo o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, professor da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. “Isso deve ser feito com cuidado, averiguando sempre o histórico médico da paciente e com alguns meses de descanso da medicação, pois o uso continuado pode ocasionar, por exemplo, uma tromboembolia”, esclarece.
na ponta da língua
Quando consultar o ginecologista tenha de cor as respostas para as perguntas inevitáveis (abaixo). Se ele pular alguma, fale do mesmo jeito, pois só assim você terá um diagnóstico preciso:
1 A data da última menstruação (procure marcar sempre em um calendário para não esquecer).
2 Se você tem relações sexuais.
3 Qual o método contraceptivo (pílula anticoncepcional, camisinha etc.) utilizado.
4 Quantas vezes já engravidou (não esqueça de falar se sofreu algum aborto)
5 Como é a sua alimentação e se teve ganho ou perda de peso significativa em pouco tempo.
6 Como são seus ciclos menstruais (regulares ou irregulares, abundantes ou não, se tem coágulos).
7 Qual a idade de sua mãe ao entrar na menopausa (mães e filhas podem entrar na menopausa com a mesma idade).
8 Se você tem problemas com estresse.
9 Se pratica uma atividade física regular ou é sedentária.
10 Quais são os remédios que toma regularmente (anote todos num papel para não esquecer de nenhum). |
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