Dieta Já!
Edicao 97 - Outubro/2004
EmagrecimentoBelezaSaúdeComportamento
Emagrecimento saúdavel e definitivo
Sumário da edição
Edições anteriores
 
Untitled Document
Todo o mês dietas
com o que você
sempre sonhou
em comer.
Eu adoro...
Escolha sua receita
Editorial
Cartas
Especialistas
Jornal leve
Chame o garçom
Mundo Saudável
Ver para crer
Espelho Meu
1, 2, 3... malhando
Calorias na balança
Tudo de bom
Onde econtrar
 
Fale Conosco
Assine já
Anuncie
 



FOTO: SÍMBOLO IMAGENS.
Hábitos saudáveis em família aliviam a influência dos genes.
Segundo o endocrinologista molecular João Pinheiro, de São Paulo, a genética pode, sim, estar relacionada ao acúmulo de peso. Mas é preciso considerar também os fatores externos que influenciam no resultado final da equação. Veja quais atitudes tomar para minimizar o efeito dos genes.

É certo dizer que determinadas pessoas possuem tendência para engordar?
Sim. Há quem realmente tenha predisposição à obesidade. Mas é importante ter claro que a hereditariedade não é, sozinha, responsável pelo excesso de peso. A um quadro inicial se somam outros pontos como alimentação irregular, vida sedentária e desequilíbrio emocional.

Por que isso acontece?
Essa 'tendência' está gravada no núcleo das células, mais especificamente no DNA, que reúne as informações genéticas passadas de pai para filho e determina todas as nossas características (cor dos olhos, formato das mãos...). Cada pedacinho do DNA é chamado de gene. Pesquisas comprovam que pelo menos dois deles estão relacionados ao excesso de peso.

Como se dá essa relação?
Os genes condicionam o aparecimento dos mecanismos formadores de gorduras de várias maneiras. Com os avanços da medicina, foi descoberta uma forma de obesidade desencadeada pela chamada síndrome Plurimetabólica. Ela é responsável por uma manifestação conjunta de vários genes que termina por dificultar o emagrecimento. Para reverter o quadro é necessário um tratamento médico que inclui atividade física, dieta e, em alguns casos, medicação.

É possível saber se o indivíduo tem predisposição genética para engordar?
Sim. A melhor maneira é por meio de exames laboratoriais como a dosagem de glicemia e medição dos hormônios SHBG, IGF-1 e cortisol. No diagnóstico, os antecedentes familiares também contam bastante: se um dos pais for obeso, estima-se que o filho possua 25% de chance de também ser; caso os dois tenham excesso de peso, esse número pula para 50%.

Quem tem essa informação no DNA não consegue afinar?
A pessoa pode perder peso, mas provavelmente volta a engordar porque a causa não foi corrigida. Por isso, enquanto a terapia gênica não chega, é necessário submeter esses indivíduos a tratamento médico para amenizar as conseqüências com prescrição de medicação, dieta e atividade física específicas - lembrando que tudo depende do resultado dos exames.

Nesses casos, quais são os cuidados essenciais para evitar o aumento de peso?
É importante não fazer dietas sem supervisão de um especialista, não passar longos períodos sem se alimentar direito e evitar o estresse diário, que pode se tornar crônico. Este, em especial, faz com que ocorra uma modificação genética no organismo, que passa a formar gordura como mecanismo de defesa. Para entender melhor, é o mesmo que acontece com os calos, no caso de sapato apertado. Portanto, é necessário investir também no bem-estar geral.


 

Faça já sua busca
no site da revista Dieta Já!
 


 
       

Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.