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| Hábitos saudáveis em família aliviam a influência dos genes. | Segundo o endocrinologista molecular João Pinheiro, de São Paulo, a genética pode, sim, estar relacionada ao acúmulo de peso. Mas é preciso considerar também os fatores externos que influenciam no resultado final da equação. Veja quais atitudes tomar para minimizar o efeito dos genes.
É certo dizer que determinadas pessoas possuem tendência para engordar? Sim. Há quem realmente tenha predisposição à obesidade. Mas é importante ter claro que a hereditariedade não é, sozinha, responsável pelo excesso de peso. A um quadro inicial se somam outros pontos como alimentação irregular, vida sedentária e desequilíbrio emocional.
Por que isso acontece? Essa 'tendência' está gravada no núcleo das células, mais especificamente no DNA, que reúne as informações genéticas passadas de pai para filho e determina todas as nossas características (cor dos olhos, formato das mãos...). Cada pedacinho do DNA é chamado de gene. Pesquisas comprovam que pelo menos dois deles estão relacionados ao excesso de peso.
Como se dá essa relação? Os genes condicionam o aparecimento dos mecanismos formadores de gorduras de várias maneiras. Com os avanços da medicina, foi descoberta uma forma de obesidade desencadeada pela chamada síndrome Plurimetabólica. Ela é responsável por uma manifestação conjunta de vários genes que termina por dificultar o emagrecimento. Para reverter o quadro é necessário um tratamento médico que inclui atividade física, dieta e, em alguns casos, medicação.
É possível saber se o indivíduo tem predisposição genética para engordar? Sim. A melhor maneira é por meio de exames laboratoriais como a dosagem de glicemia e medição dos hormônios SHBG, IGF-1 e cortisol. No diagnóstico, os antecedentes familiares também contam bastante: se um dos pais for obeso, estima-se que o filho possua 25% de chance de também ser; caso os dois tenham excesso de peso, esse número pula para 50%.
Quem tem essa informação no DNA não consegue afinar? A pessoa pode perder peso, mas provavelmente volta a engordar porque a causa não foi corrigida. Por isso, enquanto a terapia gênica não chega, é necessário submeter esses indivíduos a tratamento médico para amenizar as conseqüências com prescrição de medicação, dieta e atividade física específicas - lembrando que tudo depende do resultado dos exames.
Nesses casos, quais são os cuidados essenciais para evitar o aumento de peso? É importante não fazer dietas sem supervisão de um especialista, não passar longos períodos sem se alimentar direito e evitar o estresse diário, que pode se tornar crônico. Este, em especial, faz com que ocorra uma modificação genética no organismo, que passa a formar gordura como mecanismo de defesa. Para entender melhor, é o mesmo que acontece com os calos, no caso de sapato apertado. Portanto, é necessário investir também no bem-estar geral. |
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